QRA por que é mais fácil pra você dizer 'eu não me importo' ou 'tanto faz' do que 'você é meu amigo' ou eu me preocupo com você?
QRA você critica algumas pessoas duras que te acompanharam na sua infância, mas será que às vezes não age igual a elas?
QRA você valoriza as pessoas e aproveita a companhia dela quando elas estão do seu lado ou esse sentimento só nasce quando elas estão bem distante ?
O QRU é seu amigo ou só enche seu saco o dia inteiro, mas se ele faz isso não é bom, sinal que alguém nesse mundo está do seu lado para qualquer parada?
QRA viver isolado é realmente o segredo para ser feliz?
Este blog tem por finalidade ser um espaço onde dois amigos desabafam seus pensmanentos nos momentos vagos, por isso quem vir a ler e acompanhar este blog, deve vir desarmando de críticas e com a mente aberta a apreciar as ideias e as experiências de vida de duas pessoas diferentes com seus defeitos e qualidades, mas que as dificuldades da vida os ensinaram a ser pessoas melhores.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
O tempo não pára...
Rebelde, debochado, contestador. Foi o maior letrista de sua geração, um ícone do rock nacional. Artistas consagrados se comoveram com sua arte. Mas teve vida breve, e louca, como na música que cantou. Suportou enquanto pôde as pressões da Aids. Mas não partiu no tempo. Fez da obra sua sobrevivência.
Ele veio ao mundo como Agenor de Miranda Araújo Neto em 4 de abril de 1958, mas já na maternidade ganhou o apelido: Cazuza. O pai, João Araújo, passara pelas maiores gravadoras do País. Cazuza trombava com os artistas em casa: “Eu acordava de noite para tomar água, e lá estavam Gil, Caetano, Gal.”
O menino cujo apelido quer dizer “vespa solitária” encarna o estereótipo do roqueiro: drogas e bebidas impulsionam sua postura ao mesmo tempo rebelde e carinhosa. Passava horas com os pais em casa, os cobria de abraços e beijos. Solto pelo mundo, era preso por dirigir embriagado, por portar drogas.
Viver é bom / Nas curvas da estrada / Solidão, que nada (1)
Aos 18 anos foi estudar Arte Dramática na Inglaterra. Segundo Lucinha, sua mãe, “fez de tudo em Londres, menos o curso”. Negava-se a estudar. Entrou duas vezes na faculdade, e abandonou-a com a mesma facilidade. Em 1978, o pai lhe arrumou emprego na gravadora Som Livre, da qual era presidente. Mas logo Cazuza cansou do trabalho. Foi para San Francisco, nos Estados Unidos. “Preferia ser mendigo do que executivo”, conta a mãe.
Natureza revoltada
Sete meses depois, estava de volta, deixando mais um curso inacabado: fotografia. Sua vocação era mesmo o palco, como descobriu num grupo de teatro. Quase não tinha falas, só cantava. Sua técnica era o grito: “Nunca estudei canto. Eu sou rouco, não tenho cuidado com a voz. Meu exercício é no palco”, dizia.
Em 1981, aos 23 anos, é apresentado por Leo Jaime a uma banda, o Barão Vermelho. O cantar rebelde e a qualidade de suas letras fazem a diferença. Ali inicia parceria e amizade únicas com o guitarrista Frejat. Quando o produtor Ezequiel Neves ouve a banda pela primeira vez, telefona imediatamente para Lucinha: “Seu filho é genial!” Bastaram quatro dias para o primeiro LP ficar pronto, em maio de 1982. A crítica foi só elogios. Cazuza é apontado como o maior poeta de sua geração. Para Caetano Veloso, era um romântico autêntico. “Isso deu à sua poesia um poder de comoção muito grande”.
Peço licença pra cantar o amor / E não esperar jamais a recompensa (2)
Faz parte do meu show
Apesar do sucesso, depois do terceiro álbum, os ânimos se exaltam. Estraçalha no chão o primeiro disco de ouro. Queria ir além dos rótulos, considerava samba rock'n'roll. Os companheiros de banda divergem. Parte para a carreira solo, cumprindo a profecia que um astrólogo fizera anos antes: “Seu destino é abrir novos caminhos, ser ponta-de-lança. Por isso sua natureza é revoltada”. O primeiro disco solo sai em 1985: Exagerado.
Ainda nas últimas apresentações com o Barão, tinha febres diárias. Ao descobrir-se portador do vírus HIV, foi para os Estados Unidos fazer tratamentos. Compunha compulsivamente. “Quero trabalhar muito, é só o que posso fazer”, dizia. Passou a viver intensamente os últimos sopros de vida. Entre 1988 e 1989, compôs três discos - o último, com 17 canções.
Diante da insistência dos pais para esconder a doença, argumenta: “Eu canto uma música que diz: ‘Brasil, mostra a tua cara!’ Tenho que ser coerente comigo e com meu público”.
“Criar me deixa vivo”
A entrega nos palcos era total. Apresentava-se mesmo sob os debilitantes efeitos do AZT. No camarim, tubo de oxigênio, inalador e ambulância, em caso de emergência: “Se acontecer alguma coisa, quero que seja no palco”, dizia.
Vida louca vida / Vida breve / Já que eu não posso te levar / Quero que você me leve (3)
Durante as gravações do último disco, Burguesia, gravava sentado, deitado, com febre. Dizia: “Tenho vontade de criar, é o que me deixa vivo”. No segundo Prêmio Sharp de Música, em 1989, ganhou três estatuetas. Foi à cerimônia de cadeira de rodas, aplaudido com entusiasmo. Morre meses depois, em 7 de julho de 1990. Em oito anos de carreira, deixou 126 músicas gravadas (34 por outros intérpretes), 60 inéditas. E um legado de atitude e enfrentamento da vida sem par.
1. Solidão, que nada (Cazuza, George Israel e Nilo Roméro)
2. Eu agradeço (Cazuza, George Israel, Nilo Roméro)
3. Vida louca vida (Lobão e Bernardo Vilhena)
SAIBA MAIS
Cazuza: Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo (Globo, 1997).
Cazuza: O tempo não pára (2004), filme de Sandra Werneck e Walter Carvalho.
Veja uma de suas famosas músicas, tendo no vídeo um QRA cabeça de teiú mudando de cor, rsrs.
http://www.youtube.com/watch?v=a5LWBQZQ3xY
http://www.youtube.com/watch?v=a5LWBQZQ3xY
Cazuza...
Vamos refletir???
É sempre bom pararmos um pouco e repensrmos nossas atitudes, nossos conceitos e nossas escolhas e muitos ficaram famosos por trazer ideias novas e verdadeiras frutos de uma vivência. E hoje temos o grande Bob Marley nos ensinando a tirar da vida o melhor que pudermos.
Assinar:
Postagens (Atom)




